quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Confiança...esticou até partir


Um determinado dirigente de um partido político da nossa praça, decidiu dar uma entrevista a um jornal, também ele da praça (distrital entenda-se), onde diz a certa altura que o "seu" partido não era merecedor da confiança dos eleitores. A questão que coloco é a seguinte, não será eventualmente por dirigentes como ele que por vezes os eleitores se afastam e perdem a confiança de que fala? É que conhecendo bem o dirigente em causa, parece-me que escolheu o caminho errado. O do afrontamento. Desde o início de determinados processos, que a sua postura nunca foi a correcta, optando sempre por criticar, não querendo aceitar as regras internas do "seu" partido. Pelo contrário, sempre que as decisões não lhe eram favoráveis, optava-se pelo recurso às instâncias judiciais e pela lavagem de "roupa suja" na praça pública, tentando denegrir a imagem daqueles que também têm responsabilidades nesse partido. Mas a culpa não está neste dirigente, mas sim naqueles que estão por trás dele. Este dirigente limitava-se a ser um testa de ferro que fazia o trabalho sujo que outros não queriam fazer. Acabou, mesmo depois de ter sido avisado e aconselhado a mudar de rota, por se "queimar" e por desacreditar a estrutura local de que é natural. Quando se transformam questões que deveriam ser tratadas de forma política, em questões de índole pessoal, o resultado está à vista. Temos o caos no discurso, na opinião, nas opções e até mesmo na vontade. Foi o que terá acontecido aqui. Tanto se andou de forma desviada, que o desfecho só poderia ser o que levou este dirigente a dar a entrevista. Mas também acrescento uma coisa mais...se o partido não é merecedor da confiança dos eleitores, julgo que este dirigente deixou (se é que já não tinha deixado) de ser da confiança do "seu" partido, pelo que considero que só há uma saída, com a qual este dirigente até concorda...demita-se, desfilie-se e crie a sua própria força política. Assim terá certamente uma organização onde serão toleradas as pessoas livres e críticas...desde que digam "sim senhor" ao seu dirigente, pois aí as regras serão as que por ele forem ditadas.
Caro Amigo...com tanta capacidade, é realmente uma pena. Mas foi o caminho que decidiste escolher. Espero que encontres alguém que um dia te considere merecedor da sua confiança...

quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

E porque não?


Visitar o Concelho de Ansião pode, apenas para alguns, parecer até totalmente despropositado. Pode para outros ser desinteressante e até mesmo desmotivante. Mas tal só pode acontecer caso não se conheça esta terra, esta Gente e este ambiente que nos rodeia a meio caminho entre a serra e mar. Enfim tão perto e tão longe de tudo. Tão longe daquilo a que todos chamam actualmente "padrões modernos de desenvolvimento", mas tão perto daquilo que nos faz mais falta...qualidade de vida. Uma terra que pretende ser moderna, sem contudo esquecer o seu passado e as suas tradições. Um lugar onde o progresso convive bem com o bem estar das pessoas e o ambiente. Um concelho com património arquitectónico, cultural e natural que merece bem uma visita. Enfim, uma terra que é tudo menos despropositada, desinteressante e desmotivante. E, como em quase todos os municípios deste nosso Portugal, Ansião tem também a sua Festa Anual. Com o nome de FAME (Festas de Ansião e Mostra Económica), a edição de 2009, tem para além dos cabeças de cartaz Rui Veloso, Marante (Diapasão) e Quim Barreiros (prá malta mais animada), ainda a Mostra de Actividades Económicas, Mostra de Artesanato e produtos endógenos, um vasto cartaz cultural que inclui exposições, teatro e cinema, bem como um bom programa desportivo, onde se inclui o já tradicional circuito de ciclismo, desportos radicais de natureza e ainda a inauguração do novíssimo Estádio Municipal. Mas pronto, já chega de publicidade, se quiserem saber mais dirijam-se aqui. E irão constatar que passando este fim-de-semana por cá, terão certamente a oportunidade de descobrir uma parte de Portugal que irá garantidamente surpreender todos, mesmo os menos entusiastas de que falei no início. O convite fica feito, restando-me apenas perguntar...e porque não?

quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Era uma vez um partido...

Era uma vez um partido que tendo nascido e crescido num período conturbado da História, cedo se tornou num exemplo de Democracia e Pluralismo. Era uma vez um partido que conquistou a confiança dos cidadãos, através do trabalho, da esperança, da humildade, mas sobretudo na confiança. Era uma vez um partido que tendo nascido pequeno, depressa se tornou no maior partido do seu país. E como todos os grandes partidos, se não forem bem liderados, depressa se tornam buracos, pântanos e mais tarde orfãos, porque todos os abandonam. Quando se esquece o Pluralismo, para dar lugar opinião única, quando se esquece a Democracia, para dar lugar à Autocracia, quando se esquece a unidade e se envereda pelo sectarismo, corre-se o risco de empobrecer o partido nascido precisamente daquilo em que todos acreditamos e porque todos lutamos...a Liberdade.
Era uma vez um partido livre, com divisões é certo, mas democrático. Era uma vez um partido onde todos faziam falta, os que concordam e os que discordam. Era uma vez um líder legitimado por uma maioria para trabalhar com todos e para todos. Era uma vez um "delfim" que por ter opinião diferente dentro do partido foi vítima de "assassinato" político. Era uma vez um militante do partido que um dia duvidou que o seu partido era livre, democrático e pluralista. Era uma vez um partido com muitos militantes que duvidaram. Era uma vez um partido que precisava de se refundar com uma nova geração mas com os valores originais. Era uma vez um partido que se refundou e trouxe consigo a esperança da mudança, abandonando dogmas do passado, abraçando um futuro difícil mas promissor. Não foi fácil este percurso. Foi preciso atravessar muito deserto, mas aquele partido que esteve quase para deixar de o ser, voltou a ter como valores fundamentais, a Democracia e o Pluralismo. Era uma vez um partido forte onde já não só cabiam os militantes, mas também a vontade enorme de um país se encontrar novamente consigo. Era uma vez um partido onde todos finalmente couberam, os que concordam e os que discordam. Um partido que com todos se tornou num exemplo de excelência da Democracia. O partido em que eu acredito. Era uma vez tudo isto... e nada mais.

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Porto de Mós...afinal ainda há Esperança.

Esperança é a melhor palavra que encontro para definir aquilo que senti no passado dia 17 de Julho, aquando da apresentação do candidato do PSD à Câmara Municipal de Porto de Mós, Júlio Vieira.
Esperança em alguém que de forma humilde, determinada e verdadeira, se apresenta aos Portomosenses para trabalhar pelo Concelho. Em alguém honesto e sincero que dedicará certamente todas as suas energias para colocar o Concelho de Porto de Mós e as suas 13 freguesias no patamar merecido, coisa que nos últimos 4 anos não tem acontecido.
Júlio Vieira conhece bem a sua terra e mais importante, como o próprio disse, ama o chão da sua terra. Com o lema "Tudo pela nossa terra" acrescenta o de "fazemos diferente, fazemos melhor". E disso não tenho dúvidas. Com Júlio Vieira as coisas vão ser diferentes. Apesar das dificuldades, as coisas também vão ser melhores. Os Portomosenses têm finalmente alguém que irá trabalhar para eles, mas sobretudo com eles, na construção de um futuro mais risonho e promissor. Júlio Vieira revela-se como um verdadeiro social-democrata, no sentido em que toda a sua acção será centrada nas pessoas e para as pessoas.
Vamos todos certamente ouvir falar muito deste futuro Presidente de Câmara.
Costumo dizer que todos os candidatos são bons, mas há alguns que nos fazem mesmo acreditar que é possível mudar. Júlio Vieira marcou-me precisamente por isso. Por fazer acreditar a todos os que estiveram na Quinta do Moinho em Alvados, que afinal ainda há Esperança para Porto de Mós. Parabéns Júlio...não há muitos assim.

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Com a Lua na cabeça ou com a cabeça na Lua?


Ontem, comemoraram-se os 40 anos da célebre viagem à Lua que culminou com o primeiro Homem a pisar o solo do nosso satélite natural.
Não sou daqueles que acredita em conspirações, mas houve sempre muitas coisas que ficaram por explicar e muitas incoerências que nunca foram solucionadas, o que, obviamente dá aso a interpretações absurdas tais como a de que "aquilo foi tudo filmado no deserto" ou que "já na altura Hollyood tinha uns efeitos especiais brutais" que "tudo foi encenado para dar no nariz dos russos" ou ainda (e esta é giríssima) "que os russos já lá tinham estado, mas alunaram na face oculta para nós não vermos". Certo é que é estranho que desde 1972, o Homem não tenha lá voltado. É estranho que com a tecnologia actual, sejam necessários mais 12 anos de aprofundados testes para lá regressarmos. Digo que é estranho, porque se na primeira vez, foram apenas precisos 9 anos desde o ano da decisão pública de JFK (1960) para chegarmos à Lua, que a tecnologia de então era exponencialmente menos avançada que a actual, mas supostamente conseguimos, porque é necessário agora tanto tempo? Em 1969 tínhamos carroças espaciais, mas íamos lá...agora temos comboios a vapor, bem mais seguros, com tecnologia mais avançada...e demoramos muito mais tempo?
Bem, certamente que estarei enganado acerca destas minhas curiosidades, mas assim, pelo menos enquanto não pusermos a cabeça na Lua, continuaremos certamente com a Lua na cabeça.
Mas não terá sido sempre assim?

quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Legislativas: "Aqueles" vs "Daqueles"

Todos temos noção da "febre" que para aí vai nesse país por causa das listas de deputados. Temos aqueles que querem ser sem o deverem querer, aqueles que querem ser sem o deverem merecer, aqueles que deveriam querer mas que não querem, aqueles que não o merecem mas que vão, aqueles que que pensam que deviam ir mas todos os outros acham que não...enfim, temos muitos "aqueles", mas poucos "daqueles". Daqueles que são bons, daqueles que são válidos, daqueles que mudariam muita coisa, daqueles que fazem falta, ou seja, daqueles que são competentes.
Nós por cá, vamos estar atentos a todos "aqueles" e ajudar todos "daqueles" que se mostrarem dignos da nossa confiança.
Era também bom que um "daqueles" passasse por cá um dia para dar dois dedos de conversa com a rapaziada. Quanto "aqueles"...também serão bem vindos à nossa lareira. Talvez assim os possamos transformar em alguém "daqueles".
Confuso? Não. Apenas difuso.

Não...a lenha não acabou!

Pois é... a lenha não acabou, mas o tempo é que não tem chegado para nada. Portanto queria dizer aos meus queridos amigos e companheiros da Lareira que vou fazer um esforço para abrir o "tasco" mais vezes. Afinal é assim a única maneira de manter a chama acesa.
Mais uma vez peço desculpa por esta interrupção excessivamente prolongada, fazendo votos que todos agora digam como no anúncio televisivo..." Dá-lhe lenha, dá-lhe lenha!"

quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Para os lados do Planalto de Brasília...

Brasil vs Portugal : 6-2 !!!!

Estou desapontado..."e o burro sou eu?"

quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Ibéria = Hispânia+Lusitânia

Às vezes penso um pouco sobre este assunto, sem nunca ter chegado a conclusão nenhuma. Saramago, o nosso Nobel defende a união de Portugal e Espanha num só país, a Ibéria. Agora é a vez de um autor espanhol, o escritor Perez-Reverte, defender o mesmo.
Portanto temos dois escritores de nacionalidades distintas a defender o mesmo, temos também um debate, que embora mais discreto, existe na internet, temos pessoas nos cafés, em suas casas, nos seus grupos de amigos a falar disto.
Ou seja, o debate existe, embora pouco divulgado e/ou esclarecedor.
Eu, como referi, tenho as minhas dúvidas, mas honestamente, não sei se a longo prazo, esta união não será uma inevitabilidade. Vou ligar para a RTP1, a perguntar se se pode fazer um Prós e Contras sobre a União Ibérica. Se a resposta for positiva, passem por aqui para assistir, se não for...passem por cá à mesma...e fazemos o debate de forma mais artesanal.

terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Um bocadito de política...também não faz mal

Afinal o frio é tanto...que congela mesmo o cérebro de algumas pessoas. Vejam bem aquilo que um Beirão (amante da lareira certamente) diz relativamente ao desemprego.
Melhor do que estava à espera?! Mas afinal ele estava à espera de quê? De quanto?
Mas não era suposto este senhor arranjar uns trabalhitos para a malta? Para aí 150.000? Esqueceu-se? Ah...é a crise financeira, o petróleo, o preço do resto das matérias primas, o Jornal Público que é mauzinho para nós...
Bem eu tenho cá pra comigo que é mesmo uma coisita simples, e que se resolve bem: chama-se incompetência (há quem lhe chame amnésia) e resolve-se com uma cavaca em cima (eleições entenda-se).
Enfim...são os senhores que nós temos lá prás bandas de S. Bento.
Mais uma cavaca, prá lareira não apagar, pois para mostar indignação, podemos ir já quentinhos...